sábado, 11 de abril de 2009

Das coisas que eu VOU sentir falta


Hoje foi dia de ir às compras. Estávamos nos peidando de preguiça, fora um probleminha com o carro esses dias, e optamos pelo supermercado mais perto e mais caro. Nunca, never ever, o "fuscão preto" tinha mostrado suas rugas antes; olhe que estamos falando de um Corsa Opel 1997! Pois bem, sexta à tarde, depois de ter dado aula na Universidade de Nice, o Xande estava voltando pra casa num engarrafamento dos infernos em plena via expressa (Voie Rapide de Nice) e notou que o carro estava esquentando. Conseguiu parar num falso canteiro e esperou o danado esfriar pra tentar chegar em casa. Como aqui só é feriado na segunda, a galera só viaja na sexta ou no sábado mesmo. Estranho não ter a sexta santa como feriado, né? Resumindo, não temos como levar o carro a um garagista até terça e não estamos podendo fazer muitas estripulias com ele. Aparentemente, os dias de vida do paciente não estão em perigo e podemos fazer pequenas distâncias.

Hoje bateu o espírito de gordo junto com a nostalgia de estarmos quase indo embora e o petit problème com o carro e aproveitamos pra ir ao Casino (aliás, supermercado que comprou parte da rede Pão de Açúcar) comprar VÁRIAS coisas gostosas, os olhos da cara no Brasil - que provavelmente não comeremos e nem beberemos nos próximos anos - e gordas, bem gordas! Ah, não poderiam faltar os maravilhosos chocolates, claro! Afinal, páscoa, baby! Páscoa!

Ficamos umas duas horas no supermercado olhando, comparando, babando... enfim, aqui supermercado faz as vezes de passeio turístico; trata-se de uma instituição genuinamente francesa e, se vier por essas bandas, fazer esse pequeno detour é tão importante quanto subir a Torre Eiffel. Bom dêmas! Cada coisa gostosa e suculenta de enfartar os mais gourmands! Saímos de lá entupidos de coisa e prontos pra pilotar o fogão. No cardápio nos próximos dias: noix de Saint-Jacques, foie gras com pêra e uva, morangos, framboesas, Saint Émilion Grand Cru pra beber, brioche, chocolates, mascarpone pra fazer sobremesa, cervejas de vários cantos do mundo e por aí vai. E aí está um dos itens da minha lista das coisas que eu vou sentir falta: a culinária francesa! Seus pães, vinhos, queijos, carnes, frutas... e como não poderia faltar, a maravilhosa comidinha franco-brasileira do chef Solares (chefsolares.blogspot.com).

Como a minha irmã está grávida e já morou aqui, ela diz que tem dias que daria tudo pra comer uma dessas coisas. Eu a entendo perfeitamente. Como gourmande assumida, não preciso nem estar prenha pra já sentir falta de tudo isso. Por isso, tô já entregando meus pontos, tô achando cada vez mais difícil fazer um bom regime antes de chegar no Brasil. Cenas para os próximos capítulos. Bon appétit!

4 comentários:

Lu Francesa disse...

É, a culinária francesa é uma das melhores, mas eu evito ao máximo coisas gostosas para não me acostumar...rs, aquele brioche chinois, é uma delícia, tem um bolo com recheio de ameixa q eu amo...rs

Espero q agora o carro esteja melhor.... :)

beijocas,Lili.

helidamelo disse...

Ai que ódio!! Fui ler esse teu post justamente agora, comendo meu delicioso pão com queijo. Bherg! Vou te matar! Que saudade me da dessas coisas. O que eu não daria por um dia no Casino, bastava um dia. Ai, ai... E quando imagino que o Estêvão vai ta já já ai, fico com mais raiva ainda. Acho que võcês três vão chegar bolando daí. Vale nada não. Aproveitem porque depois é duro de ficar so lembrando. Bjs

Chef Solares disse...

Pode deixar que eu te ajudo a engordar antes de embora!! Vc sabe que sou especialista nisso!!!! Seu blog tá demais, tinha tempos que não passava aqui e adorei cada escrito!!! Quando sentirmos saudade, bastará te ler, pois é o mesmo que te ouvir, hehe!!!

Mulher da peste disse...

Lili, aquele Chinois está proibido de entrar aqui em casa!

Hélida, morra de inveja. Pode deixar que é já que compatilhamos esses mesmos envies!

Jaime, tão bonitinho o jeito que tu escreve. Pois é, o povo sempre diz que eu escrevo como eu falo mas, na verdade, eu não fiz foi aprender a fazer diferente. Na minha cabeça a gente escreve e fala aquilo que sente, como separar as duas coisas?